segunda-feira, 30 de março de 2015

A Maria não sabe se ri ou se chora

Considero-me uma sortuda pois como Alguidares é uma terra pequena, consigo ir almoçar todos os dias a casa da mãe. Há melhor restaurante que esse? Da Loja das fazendas a casa dos meus pais são 5 minutos. 

Todos os dias eu passo pela tasca do Carvalhas. E também pelos habituais consumidores que se encontram sentados à porta. Conheço-os de vista e raramente se metem comigo, mas quando se encontra um amigo de infância que infelizmente enredou por esse caminho, (o da pinga), há sempre comentários que acabam por me fazer rir. 

Zé Pedro Conhaque viveu na mesma rua que eu, rapaz pacato de bom intimo cresceu sob a alçada de uma mãe tão austera que o colocou logo a trabalhar desde cedo porque tinha de ajudar nas despesas. Zé Pedro tornou-se homem demasiado cedo e com dinheiro na carteira aliado a más companhias acabou por descarrilar. É conhecido por enxotar os turistas, quando "atestado" costuma varrer a estrada de um lado ao outro e não deixa ninguém passar, gritando para as pessoas que a terra é dele e ele anda ao ritmo que quer. 

Hoje, ao passar pela tasca, reparo que ele se encontra e dou-lhe as boas tardes sem parar...

- Olá Maria, sempre apressada, não é?
- É, só tenho uma hora para almoçar.
- Eu já te vi hoje mas tu não me viste. Tás boa?
- Não te vi não Zé Pedro, estou bem sim e tu?
- Eu estou, e que tu tás boa sei eu. (eh eh eh)
(em uníssono riem os camaradas da pinga que estão junto com ele)
- Olha lá não tens calor? 
- Realmente tenho, pensava que estava mais frio.

Entretanto outro diz assim: - Cheio de calores fico eu sempre que a vejo passar, tenho uma paixoneta por ela desde a adolescência.

Entretanto já eu tinha passado e fingi que não ouvi. Não sei se ria se chore. Tenho um clube de fãs na Tasca do Carvalhas.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Maria gritaaaaaaa....



Se eu tivesse de trabalhar mais um dia esta semana acho que dava em doida. O ambiente está de cortar à faca, eu ando com uma vontade de vomitar para os pés de cada chefe filho da mãe que por lá anda a deambular com ar vitorioso pois conseguiram o que queriam após tanta coação e ameaças veladas. Não sei como se conseguem sentir tão vitoriosos depois de tanta atitude reprovável. Valha-me o fim de semana e a saída de amigas que tenho agendada para dissipar as nuvens negras que pairam por cima da minha cabeça. Bom fim de semana para vocês também.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Conversas trocadas de Maria


Ele - Estava hoje a conversar com um colega sobre uma reportagem que vimos sobre um Almeida na Suíça que trabalha a 40 km de casa.

Eu - Nada fora de comum, tu também vais trabalhar assim para longe.

Ele - Não é isso, mas vê lá as condições de trabalho, comparadas as nossas. Tem uma vivenda toda bonita de madeira, típica lá daqueles sítios, mas para não ter de andar 80km todos os dias, comprou um T1 para estar perto do emprego e aos fins de semana vai então para casa.

Eu - Realmente. Bem que ele fez em ir para lá…

Ele - Quem?

Eu - Opá, estamos a falar do quê? O Almeida pahh…

Ele - Não, ele é de lá…

Eu - Casou com alguém de lá, ou já é filho de imigrantes.

Ele - Não, ele é mesmo de lá. É Almeida.

Eu - Tas a gozar comigo? Se o homem é Almeida tem de ter família portuguesa.

Ele - Nãoooooo, Almeida é o nome que se dá aos varredores de rua.

Eu- Ahhh! Pronto,  estamos sempre a aprender.

terça-feira, 24 de março de 2015

Tanta lata e a Maria a ver...



Imaginam a situação? Foi um bocado constrangedora. Irritou-me pelo facto dele nunca olhar aos nossos direitos, nunca nos dar valor e agora que precisa de nós é o nosso BFF. 

segunda-feira, 23 de março de 2015

Maria de entranhas "arreviradas"

Há dias que tenho a sensação que trabalho num centro de adoração, onde esse mesmo objecto de adoração é o Master of comand o Digníssimo e Excelentíssimo Senhor Doutor Yolando Palheta.

Nada disto é dele, mas ele age e manipula serviços e pessoas como se fossemos uns fantoches. Quando está feliz, espalha sorrisos falsos com aqueles dentes brancos que se alimentam de sangue e suor de quem trabalha arduamente. Quando se sente lesado e incomodado não se importa de usar as pessoas como se fossem carne para canhão. 

Há dias que me sinto tão desiludida com as pessoas...  

quinta-feira, 19 de março de 2015

Memoires de Maria

Encostada de barriga à bancada da cozinha enquanto mexia com a colher de pau num refogado pensava no meu percurso culinário, o quanto desastroso e atribulado foi no inicio.
Uma semana antes de casar resolvi aprender a arte de cozinhar. Sentei-me perto do fogão a observar a minha mãe e apontava meticulosamente num caderno (que ainda tenho), o passo a passo de algumas receitas.

Parecia fácil, e lá casei convencida que já sabia fazer mais do que bifes e ovos estrelados. Passar da teoria à prática foi bem complicado e nem sempre saia bem. Mas os tempos eram favoráveis e até a comida mais intragável era desculpada com um amo-te no fim.

Nunca mais me esqueço que no primeiro mês de casada, as minhas mãos eram mais massacradas que as do padre Pio, cortes e mais cortes, queimaduras nos dedos e nos braços, consequência das minhas tentativas de fazer rápido e bem.

Parece que foi ontem, e rio-me de pensar. Felizmente as comidas são outras e melhores e o marido também. Paz à alma do "falecido".

As queimaduras continuam a ser uma constante, é o meu lado desastrado. Tanto que sou conhecida pela minha família por “Miss Labareda”. Nome engraçado não acham?


Por achar engraçado, cheguei a entrar em salas de chat com esse nick. A intenção era boa mas a coisa acabava sempre por descambar. Conseguem imaginar porquê?  




terça-feira, 17 de março de 2015

Maria acamada

Com o dia chuvoso como está e a gripe muito mal curada, não tive coragem de sair e acabei por ficar em casa. Descanso o corpo e a mente. 

(Apresento-vos  An-Tigripina  e a Vó-Timina Cêi)

segunda-feira, 16 de março de 2015

Alergia de Maria


Bom dia e boa semana, boa gente! Sinto me tão doente e tão entupida que estou "trolaró", acho que o oxigénio não me chega ao cérebro. E vocês? cheios de força e genica para mais uma semana de trabalho?

quinta-feira, 12 de março de 2015

Maria em Mordor

Depois de uma noite mal dormida, depois de acordar e reparar que tenho umas olheiras até ao umbigo, (para não dizer mamas, qualquer dia vocês pensam que eu tenho um problema qualquer pois ultimamente os meus posts são direccionados para as mamocas). Venho para um antro de mal dizer, de intriga e de pessimismo que quase associo as entranhas da Montanha de Mordor e as minhas colegas são ogres e orcs que mal abrem a boca dizem caca e cheiram a caca. 



Tenho vontade esvaziar a garrafa de moscatel que está no frigorífico dos funcionários guardado para ocasiões especiais para ficar anestesiada e nada me atingir. 

sexta-feira, 6 de março de 2015

Maria conta uma breve historia...

Era uma vez numa loja qualquer de fazendas, numa terra distante situada no Vale dos plásticos. Uma pobre e massacrada moça que constantemente era requisitada para dar ombro a um chefe com necessidade de atenção e protagonismo. 

Um dia, ela fartou-se de dar ombro e ouvido aos problemas e queixumes e colocou um anuncio no jornal local. 

« PRECISA-SE DE MAMADEIRA »



Entretanto entra outra candidata...


- Senhoras e senhoras, o lugar acabou de ser ocupado.

(fim)

quarta-feira, 4 de março de 2015

Maria cusca sobre a Suse Prejudicada

Ontem o dia foi nublado com poucas abertas na Loja das Fazendas! Amor com amor se paga... Se estás bem disposta e espalhas sorrisos recebes sorrisos. Se és cabrona e mal humorada recebes na mesma moeda. Estava tudo arrevirado com alguma coisa o que gerou uma má disposição geral. 

Condições ideais para a tempestade perfeita! Turras, piadas soltas, más respostas, tauteios de musicas para evitar mandar alguém à fava, and so on and so on. Felizmente, estive cheia de trabalho e abstive-me de algum mau humor. Só algum...

Para mim, o ponto alto do dia e a situação mais engraçada passou-se quase quase na hora de fechar a porta da Loja das Fazendas. Entra uma médica que presta serviços à Loja e que vem pedir satisfações, toda arreliada, de algo relacionado com o seu serviço. 

A Senhora chega cheia de importância e pede para falar com alguém responsável, Suse, que era a única disponível levanta-se e vai falar com ela, apressada e cheia de sorrisinhos nervosos e exagerados, como é típico quando se encontra frente a frente com alguma "dotôra". Ela entra em "modo de fofinha". 

- Sabe quem eu sou? Sou "A" Dotôra, "A" médica da loja! Não sei se me conhece!
- Claro que sim, senhora dótora! Responde a Suse.
- Venho aqui reclamar e olhe que o meu tempo é curto porque eu sou dótora médica.
- Sim, senhora dotora! Responde a Suse.
- Blá blá blá, blá blá blá dótora sou eu porque eu é que sou dótora! Blá blá blá! E o meu tempo é bem mais precioso que o vosso.
- Compreendo SRA. DÓTORA EXCELENCIA MÉDICA! Responde a Suse.
- E se as coisas não são feitas como eu quero porque sou doutora médica, sei a quem tenho de falar, pois conheço os masters-chefes da Loja das Fazendas. Vocês pensam que têm as costas quentes, mas as minhas costas além de ser costas de médica dótora, são e estão mais quentes que as vossas.
- Sim, senhora dotora médica!! Responde por fim a Suse.

E virou costas e saiu da mesma forma prepotente com que entrou. Todas rimos e comentamos sobre a arrogância da senhora. E a falta de educação.

Suse, irritada e mais cheia que nem um balão, ainda de maxilar dorido de tanto sorrisinho nervoso, vira-se para nós com os olhos esbugalhados e cuspiu tudo o que lhe ía na alma. E claro, não fosse ela SUSE PREJUDICADA, acabou por culpar o resto das colegas porque não se levantaram mais rápido e não foram atender e receber a reclamação da senhora dótora médica. 




No inicio até tive pena da Suse, mas logo logo se dissipou quando ela cuspiu veneno para as colegas. Portanto, adorei! 

Ahh e a dótora médica um dia vai engolir aquela pomposidade toda. Eu sei que sim... paciência é uma virtude!

segunda-feira, 2 de março de 2015

Rotina nas manhãs de Maria

Yolando entra de perna arqueada com andar à "machomén", ficamos com a sensação que tem os tintins assados e que precisa de Halibut*, olha para nós semicerrando os olhos e conta mentalmente para ver se falta alguma ovelha. Depois, com uma voz forte e sonante diz:




Em uníssono respondemos: - Bom dia Dr. Yolando.
(Mééééééeeeee..eee..ee!!)